segunda-feira, 18 de junho de 2012

Comparação das poesias “Lembrança de morrer” e “O poeta moribundo”

Lembrança de Morrer

Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nenhuma lágrima
Em pálpebra demente.

E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.

Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro,
... Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;

Como o desterro de minh’alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade... é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.

Só levo uma saudade... é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!

De meu pai... de meus únicos amigos,
Pouco - bem poucos... e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!

Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.

Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo...
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!

Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta - sonhou - e amou na vida.

Sombras do vale, noites da montanha
Que minha alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!

Mas quando preludia ave d’aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos...
Deixai a lua pratear-me a lousa!


O Poeta Moribundo

Poetas! amanhã ao meu cadáver
Minha tripa cortai mais sonorosa!
Façam dela uma corda, e cantem nela
Os amores da vida esperançosa!

Cantem esse verso que me alentava...
O aroma dos currais, o bezerrinho,
As aves que na sombra suspiravam,
E os sapos que cantavam no caminho!

Coração, por que tremes? Se esta lira
Nas minhas mãos sem força desafina,
Enquanto ao cemitério não te levam
Casa no marimbau a alma divina!

Eu morro qual nas mãos da cozinheira
O marreco piando na agonia . . .
Como o cisne de outrora... que gemendo
Entre os hinos de amor se enternecia.

Coração, por que tremes? Vejo a morte
Ali vem lazarenta e desdentada. ..
Que noiva!. . . E devo então dormir com ela?. ..
Se ela ao menos dormisse mascarada!

Que ruínas! que amor petrificado!
Tão antediluviano e gigantesco!
Ora, façam idéia que ternuras
Terá essa lagarta posta ao fresco!

Antes mil vezes que dormir com ela,
Que dessa fúria o gozo, amor eterno. . .
Se ali não há também amor de velha,
Dêem-me as caldeiras do terceiro Inferno!

No inferno estão suavíssimas belezas,
Cleópatras, Helenas, Eleonoras;
Lá se namora em boa companhia,
Não pode haver inferno com Senhoras!

Se é verdade que os homens gozadores,
Amigos de no vinho ter consolos,
Foram com Satanás fazer colônia,
Antes lá que no Céu sofrer os tolos!-

Ora! e forcem um'alma qual a minha
Que no altar sacrifica ao Deus-Preguiça
A cantar ladainha eternamente
E por mil anos ajudar a Missa!



Comparação
Nos dois poemas, Álvares de Azevedo expressa o seus sentimentos e pensamentos em relação a morte. Ele vê a morte como algo bom, pois ele deixaria tédio da vida, mas em "Lembranças de morrer" ele pensa nas pessoas em que deixaria e nos seus amores que ficariam na terra e em "O poeta moribundo" ele pensa que poderia encontrar os seus amores após a morte.

Ideias Intimas

Fala sobre paixões durante aquela época, com todos os problemas sócio-históricos.O tempo vai se passando e segundo ele: "O romantismo se descuida.".O eu-lírico começa a sonhar inúmeras vezes com uma donzela, ele sonha muito, mas seus sonhos não se realizam, e ele se entristece pois fica a espera de uma donzela que nunca aparece.

Dupla: Alice Schramm e Sarah Lorena
O poeta moribundo


Poetas! amanhã ao meu cadáver
Minha tripa cortai mais sonorosa!...
Façam dela uma corda e cantem nela
Os amores da vida esperançosa!


Cantem esse verão que me alentava...
O aroma dos currais, o bezerrinho,
As aves que na sombra suspiravam,
E os sapos que cantavam no caminho!


Coração, por que tremes? Se esta lira
Nas minhas mãos sem força desafina,
Enquanto ao cemitério não te levam,
Casa no marimbau a alma divina!


Eu morro qual nas mãos da cozinheira
O marreco piando na agonia...
Como o cisne de outrora... que gemendo
Entre os hinos de amor se enternecia.


Coração, por que tremes? Vejo a morte,
Ali vem lazarenta e desdentada...
Que noiva!... E devo então dormir com ela?
Se ela ao menos dormisse mascarada!


Que ruínas! que amor petrificado!
Tão antideluviano e gigantesco!
Ora, façam idéia que ternuras
Terá essa lagarta posta ao fresco!


Antes mil vezes que dormir com ela.
Que dessa fúria o gozo, amor eterno
Se ali não há também amor de velha,
Dêem-me as caldeiras do terceiro inferno!


No inferno estão suavíssimas belezas,
Cleópatras, Helenas, Eleonoras;
Lá se namora em boa companhia,
Não pode haver inferno com Senhoras!


Se é verdade que os homens gozadores,
Amigos de no vinho ter consolos,
Foram com Satanás fazer colônia,
Antes lá que no Céu sofrer os tolos!


Ora! e forcem um'alma qual a minha,
Que no altar sacrifica ao Deus-Preguiça,
A cantar ladainha eternamente
E por mil anos ajudar a Missa!



Lembrança de morrer



Quando em meu peito rebentar-se a fibra
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.


E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.


Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
— Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;


Como o desterro de minh'alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade — é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.


Só levo uma saudade — é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha mãe, pobre coitada
Que por minha tristeza te definhas!


De meu pai... de meus únicos amigos,
Poucos — bem poucos — e que não zombavam
Quando, em noite de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.


Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!


Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.


Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo....
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!


Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nelas
— Foi poeta — sonhou — e amou na vida.—


Sombras do vale, noites da montanha
Que minh'alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!


Mas quando preludia ave d'aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos...
Deixai a lua prantear-me a lousa!



O primeiro mostra uma forma mais sentimental e romântico de falar de sua propria morte, mas a outra se mostrou muito crítica de com ironia, criticando o lado religioso da pessoa.


Dupla: Sarah Lorena e Alice Schramm
Fagundes Varela, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire:
Primaveras (1859)
Teatro

Camões e o Jau (1856)
Prosa Poética

A virgem loura Páginas do coração (1857)
Romance

Carolina (1856)
Camila (inacabado) (1856)

Inspirações do Claustro, 1855
Contradições poéticas
Tratado de eloqüência nacional
Ambrósio


Noturnas - 1860
Vozes da América - 1864
Pendão Auri-verde - poemas patrióticos, acerca da Questão Christie.
Cantos e Fantasias - 1865
Cantos Meridionais - 1869
Cantos do Ermo e da Cidade - 1869
Anchieta ou O Evangelho nas Selvas - 1875 (publicação póstuma)
Diário de Lázaro - 1880

Dupla: Alice e Sarah Lorena


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Manuel Antônio Álvares de Azevedo, filho do doutor Inácio Manuel Álvares de Azevedo e dona Luísa Azevedo.
Pertenceu à chamada segunda geração do Romantismo brasileiro, influenciada pelo poeta Byron, cuja poesia se caracterizou pelo ultra-romantismo, subjetividade e pessimismo frente à vida.

Em todo o mundo, os integrantes dessa tendência romântica olhavam com desencanto para a vida e consideravam o sentimento do tédio como o "mal do século". Levavam vidas boêmias e desregradas, o que levou grande parte deles a contrair tuberculose.

Como antítese personificada pode-se entender o seguinte: uma antítese é uma idéia com temas opostos. Ou seja, uma antítese personificada é uma pessoa que tem opiniões distintas, idéias que são opostas.No livro, ele no inico fala algo e no final algo totalmente diferente.

Dupla: Alice e Sarah Lorena

OBRAS DE ALGUEM

- Fagundes Varela
Noturnas - 1860
Vozes da América - 1864
Cantos e Fantasias - 1865
Cantos Meridionais - 1869
Cantos do Ermo e da Cidade - 1869
Anchieta ou O Evangelho nas Selvas - 1875
Diário de Lázaro - 1880

- Casimiro de Abreu
Primaveras (1859)
Camões e o Jau (1856)
A virgem loura Páginas do coração (1857)
Carolina (1856)
Camila (inacabado) (1856)

- Junqueira Freire
Inspirações do Claustro, 1855
Contradições poéticas
Tratado de eloqüência nacional
Ambrósio

Antítese personificada

A antítese é uma figura de linguagem que consiste na exposição de idéias opostas. Ocorre quando há uma aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos. Álvaro de Azevedo é visto como uma antítese personificada, pois a Lira dos Vinte anos reside na contradição – talvez a contradição de si mesmo, que fazia com que ele próprio se sentisse como um adolescente, isso é muito mostrado na primeira e terceira parte do livro onde vemos um Álvares de Azevedo adolescente, casto, sentimental e ingênuo. Já na segunda metade do livro,encontramos uma pessoas muito diferente daquela do começo. Fazendo assim Álvaro ter duas pessoas diferentes em si, por isso o nome antítese, para representar os dois Álavaros que se mostraram no livro e que são completamentes opostos.

Álvares de Azevedo



Álvares de Azevedo é um dos vultos exponenciais do Romantismo. Embora tenha morrido aos vinte anos, produziu uma obra poética de alto nível, deixando registrada a sua incapacidade de adaptação ao mundo real e sua capacidade de elevar-se a outras esferas através do sonho e da fantasia para, por fim, refugiar-se na morte, certo de aí encontrar a paz tão almejada. Grande leitor, Álvares de Azevedo parace ter "devorado" tantos os clássicos como os românticos, por quem se viu irremediavelmente influenciado. Embebedendo-se na dúvida dos poetas da geração do mal du siècle, herdou deles o pendor do desregramento, para a vida boêmia e para o tédio.

Contrabalança a influência de Byron com os devaneios de Musset, Hoffman e outros. Lira dos Vinte Anos, única obra preparada pelo autor, é composta de três partes. Na primeira, através de poesias como "Sonhando", "O poeta", "A T..." surge o poeta sonhador em busca do amor e prenunciando a morte. Nas poesias citadas, desfila uma série de virgens sonhadoras que ajudam a criar um clima fantástico e suavemente sensual. Por outro lado, em poemas como "Lembranças de morrer", ou "Saudades" surge o poeta que percebe estar próximo da morte, confessa-se deslocado e errante, deixando "a vida como deixa o tédio/ Do deserto, o poento caminheiro". A terceira parte de A Lira, praticamente é uma extensão da primeira e, portanto, segue a mesma linha poética.

É na segunda parte que se encontra a outra face do poeta, o poeta revoltado, irônico, realista, concreto que soube utilizar o humor estudantil e descompromissado. Esta segunda parte abre-se com um prefácio de Álvares de Azevedo que adverte "Cuidado leitor, ao voltar esta página!", pois o poeta já não é o mesmo: "Aqui dissipa-se o mundo visionário e platônico." Algumas produções maiores do poeta aí estão como "Idéias íntimas" e "Spleen e charutos", poesias que perfeitamente bom-humor, graciosidade e uma certa alegria. Deixa-se levar pelo deboche em "É ela!, É ela!, É ela!, É ela!" , em que revela sua paixão pela lavadeira; em "Namoro a cavalo", registrando as interpéries por que passa o namorado para encontrar sua amada que mora distante.

Resta lembrar que a obra de Álvares de Azevedo apresenta linguagem inconfundível, em cujo vocabulário são constantes as palavras que expressam seus estados de espírito, a fuga do poeta da realidade, sua busca incessante pelo amor, a procura pela vida boêmia, o vício, a morte, a palidez, a noite, a mulher... Em "Lembrança de morrer", está o melhor retrato dos sentimentos que envolvem sua vida, tão próxima de sua obra poética: "Descansem o meu leito solitário/ Na floresta dos homens esquecida,/ À sombra de uma cruz e escrevam nela:/ - Foi poeta, sonhou e amou na vida."

francês Eugène Delacroix é considerado um pintor romântico por excelência. Sua tela A Liberdade guiando o povo (ao lado) reúne o vigor e o ideal românticos em uma obra que estrutura-se em um turbilhão de formas. O tema são os revolucionários de 1830 guiados pelo espírito da Liberdade (retratados aqui por uma mulher carregando a bandeira da França). Esta é provavelmente a obra romântica mais conhecida.

Géricault viajou para a Itália, onde estudou profundamente as obras de Michelangelo e Rafael. Na volta, em 1817, o pintor iniciou aquela que seria sua obra-prima, A Balsa da Medusa (acima). Embora o tema do naufrágio seja coerente com o desespero romântico, o certo é que com este quadro Géricault fez-se eco da crítica ao regime, compadecendo-se dos sobreviventes e dos mortos no naufrágio ocorrido por culpa do governo. A doença, a loucura e o desespero passaram então a ser uma constante em seus quadros.

Rodin criou uma obra original que reflete vitalidade, seja na alegria ou no drama das personagens representadas. Preocupado com o significado e a força de cada gesto, conseguiu que cada fragmento de uma estátua se tornasse expressivo.

Goya cultiva magistralmente a pintura da imaginação, que dá passagem para o grotesco, para o fantástico e para o monstruoso da natureza humana.

Obras de Goya:
(1777) - Riña en el Mesón del Gallo
(1777) - El paseo por Andalucía
(1778) - La cometa
(1786) - La nevada
(1786-1787) - Cazador junto a una fuente
(1786-1787) - La vendimia
(1789 - Carlos IV de vermelho
(1795) - La Duquesa de Alba y la dueña ou La Duquesa de Alba y la "beata"
(1799) - Los caprichos
(1810-1820) - Los desastres de la guerra
(1814) - Los fusilamientos del tres de mayo
(1814) - Tres de mayo de 1808 en Madrid ou La carga de los mamelucos
La maja desnuda
La maja vestida
(1815) Los disparates
Saturno devorando a un hijo
El Aquelarre

Obras de Augueste Rodin:

“O pensador” (1880), ”O beijo” (1886), “Os cidadãos de Calais” (1886) e “O filho pródigo” (1889).
Ele fazia esculturas, geralmente com caracteristicas românticas.


Obras de Theodore Géricault:
A balsa da Medusa, Mus. do Louvre - Paris
Dois justiçados, Mus. Nacional - Estocolmo
Captura de um cavalo bravo, Mus. das Belas-Artes - Rouen
O derby de Epson, Mus. do Louvre - Paris

Obras de Eugène Delacroix:
O Massacre de Quios, (1824).
A Liberdade Guiando o Povo (1830), Museu do Louvre - Paris
A barca de Dante, (1822), Museu do Louvre - Paris.
Mulheres de Argel, (1834), Museu do Louvre - Paris.
A tomada de Constantinopla pelos cruzados, (1840), Museu do Louvre - Paris.
Batalha de Poitiers, (1830), Museu do Louvre - Paris.
Triunfo de Baco, (1861) Mulher com papagaio, (1827), Museu de Belas Artes de Lyon

Dupla: Alice e Sarah Lorena



segunda-feira, 28 de maio de 2012

A Música romântica

A valsa

Muitos compositores românticos eram ávidos leitores e tinham grande interesse pelas outras artes, relacionando-se estreitamente com escritores e pintores. Não raro uma composição romântica tinha como fonte de inspiração um quadro visto ou um livro lido pelo compositor. Mas aqui mais uma vez a necessidade de expressar, a música aliás, tem no romantismo a função essencial de expressar, e a alma é o objeto que se deve primordialmente retratar. Muitas das composições pintam quadros, contam histórias; o individualismo romântico incitará freqüentemente o músico a “pintar” suas próprias experiências. Entretanto, apesar do individualismo, da subjetividade e do desejo de expressar emoções, o músico romântico ainda respeita a forma e muitas das regras de composição herdadas do classismo.

O Romantismo surge sobre bases tonais sólidas, o período romântico é o derradeiro momento da música tonal. Entre os traços comuns aos compositores do período podemos ressaltar a maior liberdade de modulação e o cromatismo cada vez mais progressivo que levou os músicos até a fronteira do sistema tonal de Bach. E é esse cromatismo que vai garantir uma maior liberdade e expressividade a essa música “individualista” e “subjetiva”. As formas livres, lieds, prelúdios, rapsódias, o sinfonismo, o virtuosismo instrumental e os movimentos nacionais incorporam elementos alheios à tonalidade estrita do classicismo e esta lentamente se desfaz, até chegar à beira da atonalidade com a música de Wagner (1813-1883).

O primeiro grande compositor de lieder (plural de lied) foi Schubert (1797-1828). Essa forma é também desenvolvida mais tarde por Robert Schumann (1810-1856) e mais posteriormente por Johannes Brahms (1833-1897). Inicialmente os textos são retirados da poesia romântica alemã de Goethe (1749-1832) e Heine (1799-1856). Também são características da época as formas livres como os prelúdios, rapsódias, noturnos, estudos, improvisos etc., presentes na obra de Frederic Chopin (1810-1849) e Franz Liszt. Essas peças são geralmente para piano solo e realçam o virtuosismo instrumental, dividindo a importância do concerto entre a obra e a presença do intérprete.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEim16V-NgyjEaXf2J9IKMGt4Jb_4H_sjl8XNEIOi0ZmbDarhIbQneU1h3ByTUEO94IehSZL0_v6JyOPL5cFwqx3R34Zq2NrO1PuwvvJVxHWnl4DekPnmuaWShgoJtPObRVeQ4sN6oXcQvmb/s400/Beethoven+No.5+(audience).jpg

Dupla: Isabel Gadelha e Gabriel Teixeira

A música romântica

O estilo dessas musicas são clasicas, que após Beethoven o rigor do do classicismo, para demonstrar através de instrumentos musicais classicos como piano, violino, baixo acustico.
Enquanto no Classisismo havia uma grande preocupação pelo equilíbrio entre a estrutura formal e a expressividade, no romanti
smo os compositores buscavam uma maior liberdade da forma e uma expressão mais intensa e vigorosa das emoções, freqüentemente revelando seus sentimentos mais profundos, inclusive seus sofrimentos.

As primeiras evidências do romantismo na música aparecem com Beethoven. Suas sinfonias, a partir da terceira, revelam uma música com temática profundamente pessoal e interiorizada, assim como algumas de suas sonatas para piano também, entre as quais é possível citar a Sonata Patética.

Outros compositores levaram ainda mais adiante o ideal romântico de Beethoven, deixando o rigor formal do Classicismo para escreverem músicas mais de acordo com suas emoções.

Na ópera, os compositores mais notáveis foram Verdi e Wagner. O primeiro procurou escrever óperas, em sua maioria, com conteúdo épico ou patriótico - entre as quais as óperas Nabucco, I Vespri Sicilianni, I Lombardi nella Prima Crociata - embora tenha escrito também algumas óperas baseadas em histórias de amor como La Traviata; O segundo enfocava histórias mitológicas germânicas, caso da Tetralogia do Anel do Nibelungo e outras óperas como Tristão e Isolda e O Holandês Voador, ou sagas medievais como Tannhäuser, Lohengrin e Parsifal. Mais tarde na Itália o romantismo na ópera se desenvolveria ainda mais com Puccini.

Schubert

Dupla: Sarah L. e Alice

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A dama de Shalott


Mostra uma jovem,com um olhar triste e cansado, e entre tudo o desespero em seu olhar.Ela está se afastando da margem, com o objetivo de fugir da realidade, em um ambiente com plantas mortas, jogadas no rio.Um ambiente triste

Dupla: Sarah e Alice

Inter-relação entre as artes plásticas e o Romantismo

Goya, Theodore Géricault , Eugene Delacroix, Auguste Rodin
Estes artistas retratavam a natureza, os problemas sociais, e valorizavam as emoções.

Principais obras de Francisco Goya

- Riña en el Mesón del Gallo
- El paseo por Andalucía
- La cometa
- La nevada
- Cazador junto a una fuente
- La vendimia
- Carlos IV de vermelho
- La Duquesa de Alba y la dueña ou La Duquesa de Alba y la "beata"
- Los caprichos
- Los desastres de la guerra
- Los fusilamientos del tres de mayo
- Dos de mayo de 1808 ou La carga de los mamelucos
- La maja desnuda
- La maja vestida
- Los disparates
- Saturno devorando a un hijo
- El Colosso

- Casa de Locos

- El Aquelarre

Retratou vários temas em suas pinturas: paisagens, cenas mitológicas, religião, imaginário, guerras, homens, mulheres, deuses, demônios e feiticeiros.
- Comédia, sátira, tragédia e farsa eram recorrentes em suas obras.
- Suas obras de maior destaque foram pinturas a óleo.
- Com cores vivas e fortes, transmitiu em suas obras os diversos sentimentos humanos (medo, sofrimento, angústia, felicidade, etc.)


Principais obras de Delacroix:
- A barca de Dante (1822)
- O massacre de Chios (1824)
- A Morte de Sardanápalo (1827
- A Liberdade guiando o povo (1830)
- Mulheres de Argel (1834)

- A Batalha de Taillebourgh (1837)

- A tomada de Constantinopla pelos Cruzados (1840)

- O jinete árabe (1854)

- A casa de León (1861)
Suas obras são marcadas pela grande expressão cromática, simbolismo, sentimentalismo e refinamento.

Principais Obras de Auguste Rodin:
“O pensador” (1880), ”O beijo” (1886), “Os cidadãos de Calais” (1886) e “O filho pródigo” (1889).
Ele fazia esculturas, geralmente com caracteristicas românticas.

Dupla: Isabel Gadelha e Gabriel Teixeira

Vídeo romantico- Alice e Sarah



Dupla: Alice e Sarah Lorena

Tradução

Jeans azul
Camisa branca
Entrou na sala, você sabe que fez meus olhos queimarem
Era como James Dean - com certeza
Você, tão novo para a morte e doentio como o câncer
Você era meio punk rock, eu cresci no hip hop
Mas você se encaixa melhor em mim do que minha camisola favorita e eu sei
Que o amor é malvado, e o amor dói
Mas eu ainda me lembro do dia em que nos conhecemos em dezembro - oh baby!

Eu vou te amar até o fim dos tempos
Eu esperaria um milhão de anos
Prometa que você vai se lembrar de que é meu
Baby, você consegue ver através das lágrimas?
Te amo mais
Do que aquelas vadias de antes
Diga que você vai se lembrar - oh baby - você vai se lembrar
Eu vou amar você até o fim dos tempos

Grandes sonhos
Bandido
Você disse que você tinha que partir para recomeçar sua vida
Eu estava tipo "Não, por favor, fique aqui
Nós não precisamos de dinheiro, podemos fazer tudo funcionar"
Mas ele saiu no domingo, disse que chegaria em casa segunda-feira
Fiquei à espera, antecipando e caminhando, mas ele estava
Correndo atrás de grana
"Amarrado no jogo" - foi a última coisa que eu ouvi

Eu vou te amar até o fim dos tempos
Eu esperaria um milhão de anos
Prometa que você vai se lembrar de que é meu
Baby, você consegue ver através das lágrimas?
Te amo mais
Do que aquelas vadias de antes
Diga que você vai se lembrar - oh baby - você vai se lembrar
Eu vou amar você até o fim dos tempos

Ele saia todas as noites
E baby, tudo bem
Eu lhe disse que não importa o que você fizesse, eu estaria ao seu lado
Porque eu estou contigo pro que der e vier
Não importa se você cair ou voar
Dane-se!, pelo menos você tentou.
Mas quando você saiu por aquela porta, um pedaço de mim morreu
Eu disse que queria mais - mas não era isso que eu tinha em mente
Eu só quero que seja como antes
Nós dançando a noite toda
Então te levaram embora - te roubaram da minha vida
Você só precisa se lembrar ....

Eu vou te amar até o fim dos tempos
Eu esperaria um milhão de anos
Prometa que você vai se lembrar de que é meu
Baby, você consegue ver através das lágrimas?
Te amo mais
Do que aquelas cachorras de antes
Diga que você vai se lembrar - oh baby - você vai se lembrar
Eu vou amar você até o fim dos tempos

ídeo com clipes de músicas atuais que possuem características românticas



Memórias
Neste mundo você tentou
Não me deixar para trás só.
Não há outro modo.
Eu rezei aos deuses para deixarem ele ficar.
As lembranças aliviam a dor por dentro, agora eu sei porque.

Todas as minhas lembranças mantém você próximo.
Em momentos silenciosos imagino você aqui.
Todas as minhas lembranças mantém você próximo.
Seus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.

Me fez prometer que eu tentaria
Encontrar meu caminho de volta nesta vida.
Eu espero encontrar um modo
Para me dar um sinal que você está bem.
Me recordo novamente isto é o valor de tudo, então eu posso continuar seguindo.

Todas as minha lembranças mantém você próximo.
Em momentos silenciosos imagino você aqui.
Todas as minhas lembranças mantém você próximo.
Seus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.

Juntos em todas essas lembranças
Eu vejo seu sorriso.
Todas as lembranças eu guardei tão bem.
Meu bem, sabes que irei amá-lo até o fim dos tempos.

Todas as minha lembranças mantém você próximo.
Em momentos silenciosos imagino você aqui.
Todas as minhas lembranças mantém você próximo.
Seus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.

Todas as minhas lembranças...

Dupla: Isabel Gadelha e Gabriel Teixeira

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dupla: Alice e Sarah Lorena

Linha do tempo - Romantismo


CLICA PARA AMPLIAR /\

Nome: Gabriel Teixeira e Isabel Gadelha
Série: 9º A

Primeiras manifestações artísticas ( O sofrimento do jovem Werther, de Goethe)

A obra os sofrimentos do Jovem Werther, escrita por Johann Wolfgang Von Goethe, é considerada o sinal inicial do que indica o começo do romantismo.

O livro, com provável caráter autobiográfico, trata da reprodução de cartas que o Jovem Werther teria escrito ao narrador por muito tempo.

Werther tinha um amor não correspondido e se suicida após a amada Charlotte se casar com outro.

Goethe que também foi vítima do amor não correspondido lida com os sentimentos escrevendo a obra, assim podemos expressar todo o seu sofrimento.

DUPLA: Gabriel Teixeira e Isabel Gadelha.

Série: 9º A

O sofrimento do jovem Werther

Esse livro foi escrito por Johan Wolfgang Von Goethe, em 1774.Foi um grande marco do romantismo, pois foi o primeiro desse movimento cultural.Mostrando ter um um lado do proprio autor, tendo um caráter autobiográfico.
O sofrimento do jovem Wether, fala sobre um trágico amor não correspondido pela jovem Charlotte que estava preste a se casar com Albert, um homem, que Werther tinha uma grande amizade e admiração.
Se sentindo culpado, por este amor impossível, Werther decide se afastar, e ir para outra região, mas isso não impedia que ele parasse de pensar em sua amada.Com isso volta para cidade, com Charlote casada.
Charlotte sabia que amava Werther, mas pede para ele se afastar dela pois sabia que seria um amor impossível.
Sabendo que era correspondido, masesse amor era impossível, manda pedir a pistola de Albert, alegando que ia viajar, e precisava de proteção.Werther foi encontrado morto em seu próprio quarto, um dia depois de dar um tiro em sua cabeça.

Dupla: Alice e Sarah